sábado, 3 de dezembro de 2016

CNBB emite nota contra o aborto diante da decisão do STF



Os bispos conclamam as comunidades a se manifestarem publicamente em defesa da vida

Nesta quinta-feira, 01 de dezembro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta nota oficial na qual reafirma a posição da Igreja de “defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”.

Os bispos reafirmam também “incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção”.

Leia a Nota:

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA VIDA

“Propus a vida e a morte; escolhe, pois, a vida ” (cf. Dt. 30,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput).

A CNBB respeita e defende a autonomia dos Poderes da República. Reconhece a importância fundamental que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha na guarda da Constituição da República, particularmente no momento difícil que atravessa a nação brasileira. Discorda, contudo, da forma com que o aborto foi tratado num julgamento de Habeas Corpus, no STF.

Reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto.

Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção.

Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

Brasília, 1º de dezembro de 2016



Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB



Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador-BA
Vice-Presidente da CNBB



Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: http://www.cnbb.org.br

SAV - Pinhais

S. Francisco Xavier Presb, memória



S. Francisco Xavier, presbítero, +1552

Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de Abril de 1506, e sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com 18 anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.

Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade, e que sempre repetia ao novo amigo: “Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?” Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão. E tornou-se com Santo Inácio co-fundador da Companhia de Jesus.

A Igreja, que na sua essência é missionaria, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. Já como padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades; ao avançar para o Japão, submeteu-se a aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar  Cristo Vivo e Ressuscitado. Foi de tal modo o seu zelo missionário, que ficou conhecido como o “S. Paulo do Oriente”. 

Veio a falecer a caminho da China que sonhava evangelizar. Entrou no Céu com quarenta e seis anos de idade, com dez  anos de apostolado, e tornou-se o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha. 

Fonte: http://evangelhoquotidiano.org

SAV - Pinhais        

                                  

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Intenções do Papa - dezembro



Intenções do Apostolado da Oração


UNIVERSAL: O fim dos meninos-soldados
Para que seja eliminada em todo o mundo a praga dos meninos-soldados.


PELA EVANGELIZAÇÃO: Redescobrir o Evangelho na Europa
Para que os povos europeus redescubram a beleza, a bondade e a verdade do Evangelho, que dá alegria e esperança à vida.


Fonte: Diretório da Liturgia, CNBB, p. 201.

SAV - Pinhais 

Bv. Carlos de Foucault



Beato Carlos de Foucauld, presbítero, +1916

Carlos de Foucauld (Frei Carlos de Jesus) nasceu em França, em Estrasburgo a 15 de Setembro de 1858. Órfão aos 6 anos, foi educado, bem como a sua irmã Maria, pelo avô, cuja carreira militar quis seguir.

Chegado à adolescência, afasta-se da fé. Conhecido pelo seu gosto pela vida fácil, revela contudo uma vontade forte e constante nas dificuldades. Inicia uma perigosa exploração em Marrocos (1883-1884). O testemunho da fé dos muçulmanos desperta nele o problema de Deus. «Meu Deus, se vós existis, fazei que eu vos conheça ». 

De volta a França, tocado pelo acolhimento afectuoso e discreto da sua família, profundamente cristã, ele põe-se em busca. Guiado por um sacerdote, o padre Huvelin, ele encontra Deus em Outubro de 1886. Tem então 28 anos.  «Mal eu acreditei que havia um Deus,  compreendi imediatamente que não podia fazer outra coisa senão viver para Ele ».

Uma peregrinação à Terra Santa, revela-lhe a sua vocação: seguir Jesus na sua vida de Nazaré. Passa então sete anos na Trapa, primeiro em Nossa Senhora das Neves, e em seguida em Akbès, na Síria. Vive depois sozinho, em oração e adoração junto das clarissas de Nazaré.

Ordenado padre aos 43 anos (1901), parte para o deserto do Sara, inicialmente para Béni-Abbès e depois para Tamanrasset entre os tuaregues do Hoggar. Quer juntar-se aos que estão mais longe «os mais marginalizados, os mais abandonados ».  Deseja que cada um dos que se aproximam dele o considere como um irmão, «o irmão universal». Quer «gritar o evangelho com toda a sua vida» num grande respeito pela cultura e pela fé daqueles no meio dos quais ele vive. «Quereria ser tão bom que pudessem dizer: Se o servo é assim, como será então o Mestre?»

Na noite do 1º de Dezembro de 1916 foi assassinado por um bando que tinha cercado a sua casa.   

Sonhou sempre partilhar a sua vocação com outros: depois de ter escrito várias regras religiosas, pensou que «esta vida de Nazaré» podia ser vivida em todo o lado e por todos.

Hoje  «a família espiritual de Carlos de Foucauld» tem várias associações de fieis, comunidades religiosas e institutos seculares de leigos ou de padres.


Fonte: http://evangelhoquotidiano.org

SAV - Pinhais


Sto. André Ap, festa



Santo André, apóstolo

Os gregos chamam a este ousado apóstolo "Protókletos", que significa: o primeiro chamado. Ele foi um dos afortunados que viram Jesus na verde planície de Jericó. Ele passava. 

O Batista indicou-o com o dedo de Precursor e disse: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo". André e João foram atrás d'Ele. Não se atreveram a falar-Lhe até que Jesus se virou para trás e perguntou: "Que procurais?" - Mestre, onde habitas? - "Vinde e vede". 

A Igreja deve muito a Santo André. Terá sido martirizado numa cruz em forma de aspa ou X, que é conhecida pelo nome de cruz de Santo André.


Fonte: http://evangelhoquotidiano.org

SAV - Pinhais


domingo, 27 de novembro de 2016

1º Domingo do Advento



Ano A - 1º Domingo do Advento (semana I do saltério)

A liturgia deste domingo apresenta um apelo veemente à vigilância. O cristão não deve instalar-se no comodismo, na passividade, no desleixo, na rotina; mas deve caminhar, sempre atento e sempre vigilante, preparado para acolher o Senhor que vem e para responder aos seus desafios.

A primeira leitura convida os homens – todos os homens, de todas as raças e nações – a dirigirem-se à montanha onde reside o Senhor… É do encontro com o Senhor e com a sua Palavra que resultará um mundo de concórdia, de harmônia, de paz sem fim.

A segunda leitura recomenda aos crentes que despertem da letargia que os mantém presos ao mundo das trevas (o mundo do egoísmo, da injustiça, da mentira, do pecado), que se vistam da luz (a vida de Deus, que Cristo ofereceu a todos) e que caminhem, com alegria e esperança, ao encontro de Jesus, ao encontro da salvação.

O Evangelho apela à vigilância. O crente ideal não vive mergulhado nos prazeres que alienam, nem se deixa sufocar pelo trabalho excessivo, nem adormece numa passividade que lhe rouba as oportunidades; o crente ideal está, em cada minuto que passa, atento e vigilante, acolhendo o Senhor que vem, respondendo aos seus desafios, cumprindo o seu papel, empenhando-se na construção do “Reino”.

Fonte: http://evangelhoquotidiano.org

SAV - Pinhais

O Sentido do Advento



Advento: O significado deste tempo

O Advento é um tempo litúrgico que começa no Domingo mais próximo à festa de Santo André Apóstolo (30 de Novembro) e abarca quatro Domingos. O primeiro Domingo pode ser adiantado até 27 de Novembro, e então o Advento tem vinte e oito dias, ou atrasar-se até o dia 3 de Dezembro, tendo somente vinte e um dias.

Com o Advento começa o ano eclesiástico nas Igrejas ocidentais. Durante este tempo, os fiéis são exortados a se prepararem dignamente para celebrar o aniversário da vinda do Senhor ao mundo como a encarnação do Deus de amor, de maneira que suas almas sejam moradas adequadas ao Redentor que vem através da Sagrada Comunhão e da graça, e em conseqüência estejam preparadas para sua vinda final como juiz, na morte e no fim do mundo.

Com este primeiro domingo do Advento a Igreja retoma o seu caminho e convida-nos a refletir mais intensamente sobre o mistério de Cristo, mistério sempre novo, que o tempo não pode esgotar.

Cristo é o Alfa e o Omega, o Princípio e o Fim. Graças a Ele, a história da humanidade avança numa peregrinação para o cumprimento do Reino, que Ele próprio inaugurou com a sua encarnação e a sua vitória sobre o pecado e a morte.

Por isso, Advento é sinônimo de esperança: não a expectativa vã de um Deus desprovido de rosto, mas a confiança concreta e certa da vinda d'Aquele que já nos visitou. É uma esperança que encoraja a estar vigilante na oração, animada por uma expectativa amorosa; vigilante, consciente de que o Reino de Deus se aproxima.

Com estes sentimentos, os cristãos entram no tempo do Advento, mantendo o espírito vigilante, para receber melhor a mensagem da Palavra de Deus.

O Sentido do Advento

A cada ano, nós, cristãos revivemos as etapas mais importantes da vida de Jesus Cristo: a encarnação, a morte, a ressurreição, as ascensão e Pentecostes. Esta celebração que acontece ao longo de um ano é denominada Ano Litúrgico. Ele é assim chamado devido sua diferença de calendário, festa e ano civis. Nele celebramos aquilo que é o seu coração: o Mistério Pascal de Cristo, isto é, todos os feitos salvíficos realizados por Deus em Jesus Cristo.
Diferente do ano civil, no qual somos orientados pelas estações (verão, inverno...) e pelas comemorações cívicas (Independência, Carnaval...); o Ano Litúrgico não tem data fixa para começar nem para acabar. Sempre se inicia no primeiro Domingo do Advento, terminando no sábado da 34ª Semana do Tempo Comum, após a Solenidade de Cristo Rei do Universo.
Quando um Ano Litúrgico finda-se, naturalmente segue o outro, sempre marcado pela dinâmica A,B e C, a qual corresponde aos evangelistas: Mateus (A), Marcos (B) e Lucas (C). O início deste novo Ano Litúrgico é marcado pela celebração do Advento (palavra do latim Adventus – que significa vinda, espera, chegada). É um tempo que começa no domingo mais próximo à festa do apóstolo André, irmão de Simão Pedro (30 de novembro), compreendendo quatro domingos. 

1º Domingo – somos convidados em clima de espera a mantermo-nos atentos aos sinais do tempo, vigilantes e orantes.

2º Domingo – a figura de João Batista aparece, ele é o precursor de Jesus, convidando-nos à conversão e a preparação dos caminhos do Senhor.

3º Domingo – é chamado “Gaudete”, ou seja, o domingo da alegria. Com Maria somos impulsionados ao testemunho do amor, expressado no serviço ao próximo.

4º Domingo – com José e Maria, a mãe de Jesus, escutamos o anúncio do nascimento do Emanuel, Deus-Conosco, o salvador da humanidade inteira.  

Esses quatro domingos simbolizam as quatro estações do ano solar e as quatro semanas do mês lunar. Temos o costume de presentificar este simbolismo confeccionando a coroa do Advento, com quatro velas: roxa, vermelha, verde e branca. Neste tempo destacam-se as personagens bíblicas: o profeta Isaías, João Batista e a Virgem Maria. Eles representam e nos aponta o verdadeiro sentido de celebrarmos este tempo de preparação e expectativa para a tão aguardada vinda do Menino Jesus.
Esse menino que os céus nos deu é o Cristo, o ungido de Deus. Ele é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Graças a Ele, a história da humanidade avança numa peregrinação para a plenitude e consumação do reino de Deus entre nós, pois foi Ele mesmo quem inaugurou esse tempo de salvação, encarnando-se em nossa história, vencendo a morte e todo o pecado.
O sentido profundo do Advento, portanto reside na celebração da  esperança, não uma expectativa vã de um Deus desprovido de rosto, mas a confiança concreta e certa de que o “Sol nascente nos veio visitar”. Vivenciamos uma espera que encoraja e anima nossa posição de sentinela, isto é, permanecer vigilantes na oração, consciente de que o Reino de Deus se aproxima. Por isso Advento não é um tempo penitencial, no sentido próprio e litúrgico é um período de moderação e de esperança. É um tempo muito diferente da Quaresma, embora não se cante o “Glória” e a cor litúrgica é a roxa. O Advento acima de tudo exorta todos os fiéis cristãos a se preparem dignamente para celebrar o aniversário da vinda do Senhor ao mundo. 

[Pe. Gilmar Antônio Aguiar, M.I.]

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